quinta-feira, 2 de abril de 2015


Solidão, amor, cidade árida, vidas áridas. No filete mais submerso da corrente sanguínea um jardim imenso de delicadeza embrutecida, mas as paisagens desérticas, as estradas nuas, a vida crua. A inocência e as fantasias da infância ainda insistiam em seu coração, ainda, ainda e ainda. Melhor fugir ... melhor partir... partida... partida....e partida. É o que tenho a dizer sobre essa navalhada certeira, essa nota alta afinadíssima doendo de dar gosto, esse filme-poesia, lavando os olhos áridos, antes de voltar pra rua. Ah! Antes que eu esqueça, e se existe alguma verdade em falarmos por último o que tem muita importância, não posso de jeito nenhum, pelo sim ou pelo não, cometer o pecado de não falar da canção do filme, “Everything I Own” . Trata-se de uma canção escrita por David Gates e gravada em 1972 pela banda Bread. Logo a cantora Diana gravou uma versão brasileira, a qual fez parte da trilha sonora desse filme “O céu de Suely”, lançado em 2006 e dirigido por Karim Ainouz. A canção é quase que, digamos, a “alma” do filme, signo, metáfora, desvelamento do oculto, enfim... fiquei a pensar se o filme chamou a canção ou a canção chamou o filme!!!

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